quinta-feira, 7 de julho de 2011

Começando....

Bem, como o próprio título ilustra, o objetivo deste espaço é servir como anotações na realização do meu artigo final para o curso de especialização em cinema da Unisinos.
Pouca coisa se sabe ainda sobre ele. Uma delas, a principal, é a temida "dead line", a data de entrega, que é dia 15 de outubro.
As reuniões de orientação começaram nesta semana, mais precisamente ontem, dia 6 de julho. A turma dividiu-se em dois grupos, baseados em linhas de orientação e afinidade. Cinco alunos ficaram no grupo da professora Fatimarlei Lunardelli, e mais cinco com o professor Fernando Mascarello.
Ontem, que foi nosso primeiro encontro, uma das sugestões foi manter um caderno de anotações ou um espaço, com um blog, para organização do trabalho.
A proposta é que, escrevendo, podemos organizar melhor o raciocínio, e, até mesmo, descartar algumas ideias que não servem.

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Existem outras informações que já tenho sobre o projeto. A primeira é que será realizado na área de crítica cinematográfica - que é minha área de interesse. Minha relação com a crítica vem desde a minha graduação, onde o envolvimento com o cinema me levou a participação no programa de Rádio "Filmes e Trilhas" e no site de cinema do jornalista Renato Martins.
Meu TCC foi um estudo da representação do jornalista no cinema, em uma tentativa de unir minhas duas paixões, o jornalismo e o cinema.


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Meu contato com a revista Filme e Cultura se deu essa semana, e me pareceu adequado focar meu estudo nela. O Centro Técnico Audivisual do Rio de Janeiro - CTAv/SAV/Minc, ligado ao Ministério da Cultura, reeditou os 22 anos de publicação da revista - que circulou de 1968 até 1988, e, agora, está em reedição. Já foram produzidos três exemplares da revista pela ocasião de sua reedição, que é trimestral.
As edições "fac-símile", que é complicação 68-88 estão à venda em algumas livrarias do país, pelo preço unificado de R$100,00 (cem reais). É material "que não acaba mais" e um panorama real da produção cinematográfica do país neste vinte anos.
Eu já adquiri meus exemplares. É tanta coisa que eu nem "desempacotei" ainda.

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Na reunião de orientação, o que ficou definido é que, na impossibilidade de conseguir estudar um acervo de tamanha complexidade em três meses, seria necessário fazer um recorte. Uma sugestão da Fatimarlei foi o estudo de iniciativas como essa nas políticas culturais de resgate de memória e como o projeto foi viabilizado. Achei muito interessante. Ainda não sei direito por que caminho seguir e que tipo de bibliografia será necessária para apoio - mas, com certeza, um contato com a professora Alessandra Meleiro, que foi nossa professora na Especialização no módulo de Economia do Cinema vai ajudar bastante.

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Minhas tarefas:
*Mandar email para a professora Alessandra,
*Levantar mais bibliografia sobre essa inciativa. De onde partiu? Como foi viabilizado essa realização?
*Após esses levantamentos, vai ser criada a problemática de pesquisa. Eu "desconfio" que será uma discussão de iniciativas como essa no resgate da memória do cinema brasileiro.


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Das minhas impressões:
*É esquisito pensar que vou estar tão envolvida com algo que ainda não sei direito o que vai ser - insegurança. Sim, eu já fiz o TCC, já conheço por cima o processo, mas eu acredito que o nível de exigência será muito mais alto - até porque penso em fazer também meu projeto de mestrado, e seria interessante que o trabalho do artigo contribuísse para isso.
*A logística do trabalho do curso de especialização é muito boa. Ontem, no encontro das cinco alunas, pudemos olhar o processo criativo de cada uma, dar opiniões e acompanhar mais sobre como se faz um trabalho científico.
*Ninguém tem muito bem ideia de como vai ser o seu trabalho, mas já temos uma informação de interesse de todas: na próxima quarta, iremos sair para tomar uma bebida e bater papo, para desestressar.
*Confesso que a atividade da quarta aula - de apresentar a proposta - me angustia um pouco. Não, eu não tenho medo de falar em público e me sinto muito à vontade. Até porque eu tenho a tendência a fazer uma gracinha ou piada para descontrair, vejo o sorriso no rosto do interlocutor e prossigo. Tudo bem, só que gracinhas e meus escapes para lidar com minha insegurança podem atrapalhar a realização de um trabalho acadêmico - que é sério.

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Por enquanto é isso. Boa sorte para mim!

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